General e político líbio (09-1942). Nasceu em Sirte, seguiu carreira militar e aos 23 anos tornou-se oficial pela Academia Militar da Líbia. Em 1969 lideou um golpe militar que derrubou a monarquia pró-Ocidente da Líbia, comandada pelo rei Idris I.
Até 1977 presidiu o Conselho do Comando Revolucionário da Líbia. Confiscou os bens das comunidades italiana e judaica, nacionalizou empresas estrangeiras e impôs uma ditadura militar. Em 1977 tornou-se secretário-geral do Congresso Geral do Povo - único partido reconhecido pela Constituição promulgada naquele ano - e presidente do país.
Combinou nacionalismo extremado com radicalismo religioso, defendendo um socialismo islâmico. Partidário da união dos países de língua e civilização árabes, empreendeu uma política de intervenção, sobretudo nos países africanos. Em nome da causa palestina, patrocinou ações terroristas no Oriente Médio e na Europa.
Em 1991, os líbios são acusados do atentado a bomba que em 1988, explodira um jato da Pan American em Lockerbie, na Escócia, matando 270 pessoas. O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) impõe embargo aéreo à Líbia. Nos anos 90, Kadafi moderou a ação política.
Abre a economia ao capital estrangeiro, inicia privatizações e, a partir de 1993, combate o fundamentalismo islâmico, ao romper com o Irã, que apóia grupos extremistas. Em 1999, a ONU suspende as sanções e Kadafi visita a África do Sul, sua primeira viagem oficial ao exterior.
Na década de 2000, Kadafi pagou integralmente indenizações às famílias dos mortos pelo atentado de Lockerbie. Na mesma década, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, diz ter desmantelado o arsenal nuclear líbio.
Em 2003 Kadafi anunciou que desistira das armas de destruição em massa e que pretendia juntar-se à guerra ao terror, eixo da política externa americana durante o governo Bush. Logo depois George W. Bush suspendeu as sanções contra a Líbia. Em seguida, os produtores de petróleo dos EUA e da Grã-Bretanha expandiram suas atividades no país.
Em maio de 2006 a Líbia saiu da lista negra (de embargos econômicos) dos Estados Unidos.
Atualmente a Líbia está em guerra e Kadafi está desaparecido, mas promete voltar e tomar conta do país. Os interesses na Líbia parecem não ser apenas humanitários como dizes, mas sim pelo país ter grandes reservas de petróleo e ser um dos países mais desenvolvidos da África.

